Amor um em conferência

John le Carré - O Canto da Missão

2019.12.12 18:56 qohelet1212 John le Carré - O Canto da Missão


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SINOPSE
O Canto da Missão é um thriller, uma história de amor e uma alegoria cómica dos nossos tempos. É uma viagem pelo coração das trevas da hipocrisia ocidental - até à luz. Bruno Salvador, a quem chamam Salvo, é o filho acidental de um missionário católico irlandês e de uma congolesa. Educado na Escola da Missão em Kivu, uma província do Congo, vive em Londres e é tradutor e intérprete profissional de uma quantidade imensa de línguas africanas minoritárias e não minoritárias. Dotado de inabalável candura e notória competência profissional, Salvo é recrutado para intérprete de uma misteriosa conferência entre grandes empresários ocidentais e senhores da guerra. Aquilo que traduz é tão inesperado como chocante, e desperta nele a consciência africana adormecida.John le Carré nasceu em 1931. Estudou em Berna e Oxford, foi professor em Eton e trabalhou episodicamente nos Serviços Secretos britânicos durante a Guerra Fria – esteve durante cinco anos ligado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, sendo primeiro secretário da Embaixada Britânica em Bona e, posteriormente, cônsul político em Hamburgo. Começou a sua carreira literária em 1961, tendo-se tornado um escritor mundialmente reconhecido com o seu terceiro livro, O Espião Que Saiu do Frio. A consagração ficou estabelecida depois de ser publicada a célebre trilogia de Smiley: A Toupeira, The Honourable Schoolboy e A Gente de Smiley. Os livros Single eamp; Single, O Fiel Jardineiro, Amigos até ao Fim, O Canto da Missão, Um Homem Muito Procurado, Um Traidor dos Nossos e Uma Verdade Incómoda foram êxitos assinaláveis de vendas e de crítica. Uma Verdade Incómoda é o seu mais recente romance.
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2019.10.03 18:27 SunTzuManyPuppies Carta do prof. Ricardo Felicio aos pais e filhos da nação brasileira: Por que não devemos nem sonhar em acreditar em Greta?

Por que não devemos nem sonhar em acreditar em Greta?
Começarei a dizer que este texto é voltado para pais que realmente se importam com os seus filhos, adolescentes e infantis. Contudo, ele também será escrito para ser lido por esses mesmos adolescentes e crianças. Esse aviso se faz necessário tendo em vista que, se sua mente já foi tomada pelo discurso catastrofista que se repete há décadas e décadas seguidas, pouco ou dificilmente ele fará o efeito necessário: que o mundo não vai acabar pela ação humana. Se ainda restar um pouco de lucidez, entendo que aí ele vai te libertar destas neuroses sistematicamente implantadas em suas mentes.
Desta forma, por que não devemos nem sonhar em acreditar em Greta Thunberg? Porque não sonhamos os sonhos dela! Nossa realidade no Brasil e em diversos lugares do mundo é muito diferente. Nós ainda temos que seguir um longo percurso em conseguir elementos essenciais nas nossas vidas, como água limpa, saneamento básico e energia elétrica, sem as extorsões de interesses internacionais especulativos que visam lucros exorbitantes e não a satisfação e atendimento humano. Necessitamos produzir alimentos cada vez mais baratos e acessíveis que criem rendimentos aos produtores.
Necessitamos de empreendedores que expressem os seus sonhos em uma realidade de execução, não interessando o tamanho destes empreendedores, do micro ao macro. Isto dá emprego, trabalho, renda, uma vida digna e ajuda a alcançar a felicidade. O prazer de olhar para os lados e dizer: venci. Para isto, ainda precisamos sanear leis absurdas e a corrupção que infesta os segundos e terceiros escalões, destravar um mundo já demasiadamente travado da realidade brasileira. Tudo que falo aqui não está baseado em ideologias laterais, mas em senso prático da realidade revelada a nós todos os dias, por quem tem um amor pelo país, um amor pelo próximo e um amor por Deus.
Para os pais, esta é a nossa missão, nossa labuta. Não deixar que os sonhos de vida das nossas crianças e adolescentes sejam tolhidos por ideias malucas e toscas sem nenhum fundamento. Os jovens têm medo de usar o mundo natural do qual fazem parte. Hoje, eles têm medo do Sol, da chuva, de fazerem qualquer coisa, porque isto agride o meio ambiente, como se este fosse uma porcelana intocável, guardada para um jantar especial que nunca ocorrerá. Nós temos inteligência e os recursos humanos mais formidáveis da era da existência humana disponíveis para manipular uma ínfima fração do planeta Terra, com total racionalidade. Não se pode confundir irresponsabilidades extremamente localizadas com o todo do planeta. Isto é inconcebível e deve ser considerado loucura. Loucura esta que não compartilhamos e não devemos aceitar, tanto vocês pais, que leem este artigo, quanto vocês filhos, que estão a trilhar o seu futuro.
O discurso de Greta é nocivo e perigoso. Transmite falta de esperança para quem já está bastante carregado desta mesma falta. Quer levar os jovens ao desespero, à falta de futuro e a um julgamento tosco de uma realidade que é bem diferente da que ela prega. Isto induz as crianças aos pensamentos mais terríveis, levando muitos jovens a cometerem até o suicídio, baseados em uma falácia ambiental sem precedentes. A narrativa também tem o objetivo de destruir a civilização e a propagação dos humanos na Terra. A partir de 2020, por exemplo, a população do Brasil entra no seu processo de autoextinção, tendo em vista que teremos uma taxa de reposição negativa da população. Eis o grande paradoxo, pois estamos nos “pré—ocupando” (com a devida ênfase à palavra) com as pessoas do futuro, meros espectros que não existem e por fim, não existirão, comprometendo o futuro e a vida das pessoas do agora. Isto é a sustentabilidade. Sustentabilidade que sustenta esse tipo de pessoa e seus familiares. Para quem tiver dúvidas, basta procurar o discurso feito por uma menina na mesma situação de Greta, em 1992, na Conferência do Meio Ambiente, no Rio de Janeiro. A menina era Severn Cullis Suzuki, com 12 anos – hoje aos 39 – tem filho, é bióloga e ganha a vida propagando sustentabilidade. É filha de David Suzuki, um dos maiores ativistas ambientalistas que já habitaram as salas de aula, espalhando o seu alarmismo e que foi devidamente retratado por Elaine Dewar, em “Uma Demão de Verde”. Notemos que eles prezam pelas famílias deles, não pelas nossas.
Enfim, este texto é uma mensagem de esperança. A água do planeta Terra não vai acabar. A maior parte da água doce está contida nas geleiras. Temos as águas dos oceanos que podem ser dessalinizadas, coisa que nem o Brasil precisa. Você pai, adolescente ou criança precisa saber que os maiores recursos hidrológicos do planeta Terra estão no Brasil, tanto pela circulação abundante de água que vem pela atmosfera naturalmente, que nada depende de árvores, quanto das maiores reservas de aquíferos mundiais. Dois deles, dentro da listagem dos maiores do mundo, estão no Brasil (SAG Amazônico e Guarani). Não vai faltar água, fique tranquilo! Também não vão faltar árvores, de nenhuma espécie, porque temos reservas imensas no país, além dos maiores e melhores engenheiros florestais do mundo, ou seja, matéria-prima e racionalidade estão juntas. Produzimos e deveremos produzir muito mais alimentos, e fazemos parte dos recordistas mundiais de produtividade e de enriquecimento do solo. Sim, nossos agricultores, de todos os graus, tornaram-se os mais especialistas e técnicos em proteção e nutrição dos solos, bem diferente do que se prega. As temperaturas atuais e as prognosticadas (tanto locais, quanto a média global) não são nenhum problema, pelo simples fato de que já aconteceram no passado (iguais ou maiores), e a vida no planeta continuou a existir. Então, não seria agora, nem no futuro, com muito mais recursos, tecnologias e estudos do que antes, que a vida acabaria. O ser humano é extremamente competente para criar novas saídas aos problemas de fato que surgirem. Fique tranquilo!
Certamente o planeta Terra experimentará temperaturas mais baixas e mais elevadas nas próximas décadas, séculos e milênios, porque é isso que acontece com esta variável do clima, pois ele muda naturalmente com o decorrer do tempo. E ainda assim, como já foi citado em relação à vegetação, os ursos polares, outras espécies animais e os humanos, todos sobreviverão, como fizeram e o fazem agora. Poderia citar dezenas de notícias técnicas boas aqui, mas meu objetivo é outro. Vocês crianças e adolescentes devem procurar a felicidade e esperança e não os problemas. Deixem que nós cuidamos disso. Em determinado tempo de suas vidas, vocês assumirão o seu devido papel de adultos, continuando o nosso trabalho e deverão zelar para que os seus filhos tenham as mesmas felicidades e esperanças. Não precisam se antecipar e somatizar problemas, muitos dos quais, inexistentes. Vocês devem estudar bastante, jogar bola, brincar de carrinho, boneca e bicicleta, realizarem acampamentos, sentar-se ao redor da fogueira, que pode ser acesa sem dó, tomarem banho de Sol e brincarem nas águas, areia, terra e grama. Esses momentos felizes deixarão saudades, mas serão muito importantes para a sua formação e seu caráter no futuro. Este futuro é construído pelos seus atos e decisões da sua vida e não de ambiente.
Esta é a minha mensagem para pais e filhos, unidos em família e em prol do Brasil. Fiquem todos na benção de Deus.
Professor Ricardo Augusto Felicio

Fonte: https://conexaopolitica.com.bexclusivo/carta-do-prof-ricardo-felicio-aos-pais-e-filhos-da-nacao-brasileira-por-que-nao-devemos-nem-sonhar-em-acreditar-em-greta/
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2019.07.15 00:58 ederribeiro O curioso caso de você

Oi pessoal! Sou novo aqui no sub. Gosto muito de ler e às vezes escrevo alguma coisa. Comecei a escrever este texto em 2016 e ficou guardado desde então. O encontrei faz pouco tempo e resolvi mexer um pouco e publicar (https://medium.com/@ederrf/o-curioso-caso-de-voc%C3%AA-efbc470ced3d). Apesar de escrever por hobby (e muito raramente) quero evoluir e estou seguro que aprenderei muito por aqui!
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Você abre os olhos. Tudo dói muito. Olha ao redor, está deitado. Não reconhece o quarto nem a cama. Algo se move no canto do olho, há outra pessoa aqui. Com uma voz doce comenta como você dormiu pouco e te pergunta como se sente. Por não saber se a condição de dor é ou não a norma você sinaliza que está tudo bem. Você tem sede, mas não consegue expressar isso. Não há voz. Insiste ao máximo, um máximo que suspeita ser muito pouco. Mergulhado em sede, cansaço e frustração adormece novamente.

Você abre os olhos. Levanta da cama. É uma cama grande, feita para dois, mas ocupada só por um. Vai ao banheiro e lava o rosto. Caminhar demanda um esforço grande, mas você se lembra que era pior quando não conseguia nem sair da cama. Toma café e come uma torrada. Fica com a impressão que comer deveria ser mais prazeroso, talvez um dia seja. Se senta ao lado do telefone, há alguém com a qual lhe agrada conversar. A espera é grande, o telefone não toca, você adormece novamente.

Você abre os olhos. O sofá não é aquele que escolheram juntos, essa não é sua sala. Sai para a rua, há uma padaria próxima. O café é ruim, o que ela faz é melhor. Sente saudades de casa. Saudades do trabalho também. Sem nada para fazer, segue caminhando após o café. Para para descansar em uma praça. A perna dói um pouco. Deveria ver um médico sobre isso, mas não hoje. Tira uma garrafa de metal do paletó e vira um pouco da bebida na garganta. Se embriaga e dorme no banco da praça.

Você abre os olhos. A vê sentada na cama ao seu lado. Ela fita a janela, não há nada lá. A presença dela te incomoda, mas a ela você incomoda muito mais. Bebe um suco e come um biscoito como café da manhã. Tem saudades do café que ela já não te faz mais. Sai para trabalhar. A aposentadoria está próxima e você não vê a hora. O trabalho não te traz prazer algum e você também não traz benefício algum para a empresa, mas ainda assim sai tarde do trabalho. Chegar cedo em casa deixa mais tempo para discussões, é melhor ir ao bar. O plano é só chegar em casa depois que ela estiver dormindo. Você chegará e dormirá também. Dormirá em sua cama e não naquele sofá desconhecido.

Você abre os olhos. Vira na cama e espera ela acordar. Um “bom dia”, um beijo e um “eu te amo”. É assim que você faz com que o dia dela comece. Brigas acontecem, mas não é assim com todo casal? Começar bem o dia é o que importa. Nada pode nos separar. Depois do café é hora de ir para o trabalho. Reuniões. Relatórios. Conferências. E-mails. Fim do dia, hora de voltar para casa. Sua filha te liga para avisar que melhorou da gripe e que o marido dela foi promovido. Você pensa no neto que ainda não tem, mas prefere não tocar novamente nesse assunto agora. Depois do delicioso jantar vem o sono. Hoje foi um bom dia.

Você abre os olhos. Dormiu pouco. Sua filha saiu para uma festa e só chegou tarde da madrugada. Não há como dormir sem saber que ela está de volta em casa e em segurança. Por mais que sua esposa não deixe de comentar que seu futuro genro é um rapaz responsável, ninguém protege melhor uma filha que um pai. Sua única filha é seu maior tesouro. É sua maior razão de viver. É um amor que quatro letras fazem pouco para representar. E era ela que estava com você no fim.

Você abre os olhos. Foi só um cochilo. Uma mulher não fica grávida sozinha, o pai, se presente, também está grávido. O tempo parece passar mais rápido agora. O casamento foi há pouco tempo e agora falta pouco para que a família se concretize. É menina, vocês já sabem. Às vezes, quando dorme, você sonha. Sonha com a escuridão. Uma escuridão constante e longa, calma e angustiante. A consciência do nada é o que há de pior para se encarar. Quando acorda desses sonhos em geral se lembra de algo que ouviu “o que vem antes do início não é diferente do que vem depois do fim”. Alguém te contou isso. Em um sonho ou fora de um.

Você abre os olhos. Está de ressaca. Fica feliz de perceber como tudo é melhor agora. Come o que quiser, bebe o quanto quiser, o corpo aguenta tudo. Nem sempre foi assim. Por outro lado os amigos de agora são o mais “para sempre” que jamais foram. Eles são hoje mais do que foram antes. Por que nos separamos tanto? Se precisasse de um sofá para dormir hoje teria dez à sua disposição e não apenas um. Carpe diem. O que importa é o agora. Hoje dormirá tarde, ou nem dormirá, a noite não acaba quando se tem amigos.

Você abre os olhos. Sempre acorda bem. Você acha justa a troca das responsabilidades do passado pela inconsequência do agora. Seus pais pegam no seu pé, mas você compreende. Sabe o que é ser um pai. O que é preocupar com um filho. As reflexões de antes são diferentes de agora. Hoje, pela última vez, você viu aquela que foi sua esposa. Você compreende que o tempo passa diferente, que sua ampulheta está mais para lá do que para cá, mas não sente medo.

Você abre os olhos. O mundo parece maior que antes. A cada dia ele cresce mais e você fica menor. Menor e mais leve. As emoções de agora são mais simples. Sua missão está cumprida, seu tempo está acabando e você está em paz com isso. Criança e velho num mesmo corpo. Cada volta do relógio traz a escuridão mais para perto. A concepção está próxima e depois dela você virará imaginação, sonho e desejo. E depois isso também acaba. Escuridão é o que restará, você será parte dela. Assim como é antes do início e será depois do fim.
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2018.06.25 13:39 ForcadoUALG Opinião de um sportinguista - cansado, mas sportinguista

Ponto introdutório e peço desde já desculpa pela wall of text: Fui apoiante de Bruno de Carvalho em 2011, em 2013, em 2017. Vi-o sempre como a verdadeira alternativa para lutar contra o sistema instaurado no Sporting por José Roquette, na década de 90, e que permitiu quase 2 décadas de um clube mergulhado num grave problema de personalidade, de finanças e de competitividade que se estende a todas as modalidades, e aos próprios adeptos do clube. O dia 24 de Março de 2013 continuará para sempre na minha memória como o dia em que rompemos com a dita “croquetagem”, e que o Sporting voltou a ser nosso.
O perfil
Desde o dia em que se apresentou como candidato às eleições de 2011, que se podia ver o tipo de homem que era Bruno de Carvalho. Alguém que não era movido pelos interesses bancários e financeiros, que tinha uma verdadeira paixão em comum com todos os simpatizantes e associados, focado em romper com o negro passado do clube. Alguém com a missão de aproximar, não o Sporting dos sócios, mas sim aproximar os sócios do Sporting, não afastá-los e governar à revelia da vontade soberana de quem verdadeiramente decide os destinos do clube.
Um homem que já tinha estado ligado ao Sporting, por via das modalidades (em particular, o hoquéi em patins), que já tinha pertencido a um dos grupos organizados de adeptos – vulgo, claques –, e que tinha uma vontade insaciável de servir o seu grande amor. Alguém que se iria rodear de pessoas competentes, com conhecimento do clube e do futebol português, para voltar a colocar o Sporting no seu lugar por direito.
O discurso
Desde cedo se percebeu que Bruno de Carvalho não era um candidato “normal”. O tipo de vocabulário usado, o foco do discurso, era sempre o completo oposto dos demais candidatos. Ruptura total com o passado, devolver o clube aos sócios, voltar a ser o grande Sporting em todas as modalidades, avançar para a construção do pavilhão. Enquanto outros se focavam meramente no espectro financeiro e na preocupação com a SAD não ser suficiente rentável para o clube ter participação na mesma, Bruno de Carvalho tinha no seu horizonte um projecto mais ambicioso, e não se poupou nas críticas e num discurso inflamado para tentar eliminar os candidatos que se queriam aproveitar do clube.
No entanto, traria ainda novos elementos para a mesa, aquando da sua eleição em 2013, vencendo de forma relativamente clara José Couceiro e Carlos Severino: as redes sociais e o foco destemido na imprensa nacional. Bruno de Carvalho nunca se coibiu de utilizar o Facebook para fazer todo e qualquer comentário, seja sobre o clube, seja sobre terceiros. Um grau de exposição que, se por um lado pode ser utilizado em seu favor, para se aproximar da massa adepta, incorre num perigo demoníaco, que é o da interpretação do que diz, do “outro lado” do ecrã.
A história de fa(c)to
Tudo começou a ser mais claro na época em que Marco Silva chega para ser treinador do clube – pouca foi a participação de Bruno de Carvalho no “reinado” de Leonardo Jardim. Aquando de algumas críticas de que começou a ser alvo nessa rede social, ameaçou processar sócios do clube, pois não tinham o direito de o fazer. Depois de uma derrota humilhante em Guimarães por parte da equipa principal, e de uma derrota por 5-0 da equipa B perante o Atlético, utilizou a rede social para acusar os jogadores de falta de dignidade e de honra para com a camisola do clube. Esta publicação foi o primeiro acto de “dinamite interna”, pois começaram a ser levantadas suspeitas das verdadeiras intenções de Marco Silva enquanto treinador – muitas destas suspeitas apresentadas por parte de José Eduardo.
A situação ficou de tal forma inflamada, que ditou a saída do técnico no final da época, após vencer a Taça de Portugal, frente ao Sporting de Braga, numa decisão que, apesar de ser compreensível para uma boa falange de adeptos, não foi a mais correta na sua forma – via um processo disciplinar, pois não aceitou sair “a bem”, e sendo invocada uma justa causa em que, entre outros itens, acusa o treinador de passar informações para a comunicação social, e de faltar diversas vezes ao respeito ao Conselho Directivo do clube.
A fase de um Jesus pouco Cristo
Qual não foi o espanto dos sportinguistas, e de todo o futebol português, quando foi anunciado que Jorge Jesus tinha chegado a acordo para ser o treinador do Sporting, após conquistar o bi-campeonato pelo Benfica. No primeiro ano do técnico em Alvalade, foi ele a ter uma grande parte do protagonismo em termos de discurso (apesar de alguns episódios recorrentes de Bruno de Carvalho, como caso de Mr. Burns – vulgo, João Gabriel, ex-diretor de comunicação do Benfica -, e os ataques constantes a Benfica e Porto), com as míticas declarações do “Ferrari” e de que o Benfica não tinha treinador – algo que, até hoje, ainda se discute como sendo um dos catalisadores para o título encarnado. Parecia que Bruno de Carvalho tinha, finalmente, encontrado um treinador com quem alinhar o discurso mais externo do que interno.
No final da época de 2016/2017, que se revelou um fracasso, e já depois de Bruno de Carvalho ter novamente sido o centro das atenções, depois de ter ido ao balneário pedir explicações aos jogadores, depois de uma derrota em Chaves – que culminou com William e Adrien a falarem para a SportingTV, com um apelo à união dos sportinguistas em prol do objectivo comum -, o presidente comunicou que iria abandonar o Facebook, por não tolerar o ultrapassar de fronteiras em algumas das críticas apontadas a ele, e a bipolaridade dos adeptos, bem como a sua falta de exigência diária.
A terceira época de Jesus antevia-se como o “do or die” de todo um projecto. Se a primeira metade da época foi relativamente tranquila, com o clube a passar à fase de grupos da Liga dos Campeões, a ter uma prestação positiva no campeonato e nas restantes competições internas, a segunda metade foi o ponto de partida para o momento que o clube vive, atualmente.
O declínio anunciado
No início do ano de 2018, foi convocada uma Assembleia Geral, com o objectivo de votar alterações estatutárias e regulamentares, que confeririam maior poder ao Conselho Directivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar do clube – entre outros, o poder de levar a cabo uma medida de sanção aos elementos dentro do clube que possam transmitir opiniões discordantes daquela que é transmitida pelos órgãos sociais. Uma assembleia que, segundo os relatórios apresentados, terminou com os órgãos sociais a abandonar a mesma, depois de algumas críticas dirigidas principalmente a Bruno de Carvalho.
Visto ter sido inconclusiva a Assembleia, foi marcado nova concentração dos sócios para o dia 17 de Fevereiro com o objectivo de, não só votar as alterações estatutárias e regulamentares, mas também votar a continuidade dos órgãos sociais em actividade – sendo que a missiva apresentada por Bruno de Carvalho foi, parafraseando, “se não tivermos uma votação similar à das eleições do ano passado, os órgãos sociais demitir-se-ão em bloco”. Em jeito de pequeno ultimato, Bruno de Carvalho voltou a colocar nos sportinguistas a ideia de que, ou lhe davam o que queria, ou abandonava o clube.
Mas a situação extremou-se de uma forma clara e cabal após a derrota em Madrid, por 2-0. Bruno de Carvalho, poucas horas após o apito final, dirigiu-se ao Facebook para criticar o desempenho dos jogadores, inclusive questionando o profissionalismo deles – em particular de Bas Dost e Fábio Coentrão, alegando que foram sancionados propositadamente para não jogar a 2ª mão -, ou a explicar a Gelson Martins como devia ter feito um remate aos 32 minutos. Este post provocou um chorrilho de críticas por parte da opinião pública, sendo que no dia a seguir, os jogadores recorreram às redes sociais para mostrar a sua insatisfação pelas palavras proveridas pelo líder máximo.
A medida de Bruno de Carvalho foi, surpeendentemente, suspender todos os jogadores que partilharam a dita mensagem. Numa reunião no dia 7 de Abril, esta suspensão foi levantada, depois de uma reunião entre jogadores, equipa técnica e órgãos sociais, mas desde esta altura que o clima no clube, inclusive entre adeptos e sócios, se tornou cada vez mais crispado.
A semana mais negra da história do Sporting
O campeonato viria a terminar com uma pesada derrota – não nos números, mas pelo seu significado – nos Barreiros, frente ao Marítimo, que impediu o clube de se apurar para a 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Houve lugar, no final, a insultos, palavras menos simpáticas, e estiveram perto de ocorrer agressões entre jogadores e adeptos no aeroporto do Funchal. Nada faria prever, contudo, que no dia 15 de Maio, um raide de 50 indivíduos encapuzados entrassem no complexo da Academia de Alcochete, com o objectivo de agredir jogadores e equipa técnica. O dia mais negro da história do Sporting, e um dos mais negros da história do futebol português. E aqui começa um turn of events que colocaria Bruno de Carvalho na posição mais frágil, em 5 anos de presidência.
O discurso que teve no dia do incidente foi, passo a expressão, curto para alguém com a sua responsabilidade. Bem sei que a comunicação social gosta de extrapolar determinados excertos, e colocá-los fora do seu contexto, mas a linguagem corporal e aparente apatia perante o cenário dantesco que se verificou em Alcochete, não deixa ninguém indiferente, quando se pedia uma afirmação firme do crime cometido, um expresso pedido de desculpas a todos os afectados, e a tomada de medidas imediatas contra aqueles que injuriaram o bom nome do Sporting Clube de Portugal.
A partir daqui, instalou-se o caos no clube. A derrota na final da Taça de Portugal, as rescisões unilaterais de contrato por parte de alguns jogadores, o risco de perder a liquidez necessária para cumprir com as obrigações financeiras perante os accionistas e perante os compromissos diários do clube, o cenário de uma assembleia geral destitutiva marcada por Jaime Marta Soares, demissionário presidente da Mesa da Assembleia Geral, a eleição de uma Comissão Transitória que não se coaduna com o que está presente nos estatutos do clube, e a suspensão do Conselho Directivo.
O dia em que os sócios falaram
Todos estes episódios e acontecimentos levaram ao ocorrido no passado Sábado, dia 23 de Junho. Uma participação em massa por parte dos sócios (quase 15 mil estiveram no Altice Arena), para votar a favor ou contra a destituição do Conselho Directivo presidido por Bruno de Carvalho. Sendo certo que, se tivermos em conta as intervenções que tiveram lugar no palanque, o apoio ao presidente parecia notório, pairava uma incerteza no ar, e que poderia mesmo ser real a possibilidade de os sócios votarem a sua destituição. E assim aconteceu, de forma clara, com 71% dos votos a favor da destituição (representando cerca de 10 mil dos quase 15 mil sócios presentes). Uma resposta afirmativa e democrática da vontade dos sócios em terminar o ciclo iniciado em 2013 pela actual direção. Uma derrota que, no fundo do seu ser, Bruno de Carvalho deveria ter aceite e mover esforços para, por exemplo, fazer parte da oposição, ou mesmo apoiar uma futura lista candidata à presidência.
No entanto, aquilo que se verificou ontem, foi um dos casos mais caricatos e arrisco dizer vergonhosos por parte de um ainda dirigente do Sporting. Às 6h da manhã, Bruno de Carvalho anunciava, no seu Facebook, que deixaria de ser sócio e adepto do Sporting – sendo que apresentaria a carta de suspensão vitalícia de sócio esta segunda-feira -, para além de visar diretamente os sócios que votaram contra ele, chamando-lhes de “tristes e fracos de espírito”, e dizendo que a votação foi forjada e não representa a realidade – chegando ao ponto de criticar abertamente elementos como Eduardo Barroso, Daniel Sampaio ou José Eduardo, que sempre estiveram ao seu lado, e foram força determinante para que chegasse a presidente do clube.
Mais eis que viria o volte-face, algumas horas depois, após a conferência de imprensa da Comissão de Gestão do clube, encabeçada por Artur Torres Pereira, em que foi comunicado que José Sousa Cintra (apelidado de “homem do tremoço” por Bruno de Carvalho) seria o representante do Sporting na SAD, até às eleições de 8 de Setembro. Um volte-face que representa claramente o estado de quase loucura em que se apresenta, neste momento. A dificuldade em aceitar a derrota, em aceitar que os sócios votaram por um futuro em que ele não esteja presente e em aceitar que, de certa forma, foi ele que provocou a sua própria derrota. Os sócios do clube que ele apelida agora de “Campo Grande Futebol Club” votaram a sua destituição, e entristece-me que ele tenha chegado a este ponto, depois de o ter apoiado inúmeras vezes.
Há coisas na vida que tenho dificuldade em suportar. Vira-casacas são uma delas, principalmente quando um destes vira-casacas é o presidente do clube que cresci a amar e a apoiar em toda e qualquer circunstância. Este já não é o presidente que escolhi para o clube em 2011, em 2013 e que não escolhi em 2017 porque a minha situação de sócio estava irregular. O Sporting precisa de estabilidade e equilíbrio, e não é com este Bruno de Carvalho que a vai alcançar.
E aproveito para deixar a todos o repto: se têm medo de que o nosso clube volte para as mãos dos croquetes, dos roquetes e de todos esses acabados em “etes”, a solução é simples. Não abandonem o clube, como o presidente da SAD estava disposto a fazer, quando se viu perante uma derrota e afirmação claras por parte dos sócios. O Sporting somos todos nós, e tenho em mim a confiança de que, num universo de dezenas de milhares de associados, haverá mais do que um Bruno de Carvalho disposto a navegar-nos num bom rumo – tanto pelo bom conteúdo, como pela boa forma.
Um bem-haja a todos, e viva o Sporting Clube de Portugal!
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2017.09.27 22:34 fidjudisomada [Post-Match Thread] UEFA Champions League 2017/18, 2.ª Jornada: FC Basel 1893 5-0 SL Benfica

A NOITE DOS ADEPTOS NO ST. JAKOB-PARK
Dificilmente poderia começar pior o jogo, em Basileia. Não houve tempo, sequer, para testar a eficiência da estratégia de Rui Vitória para enfrentar a equipa suíça já que bastaram dois minutos para o Benfica se confrontar com uma inesperada desvantagem no marcador. Uma entrada em falso que, na maior competição de clubes do futebol mundial, habitualmente se paga com golos e sofrimento.
Nos minutos a seguir, ainda a tentar perceber o que se tinha passado, o Benfica atuou entre a vontade de reagir e a necessidade de se compor. Nunca são fáceis, esses momentos em que é preciso restabelecer a confiança e repor a organização. Pela frente, uma equipa que sentiu, prematuramente, que lhe bastaria apostar no erro adversário e na velocidade incrível dos seus avançados.
Mesmo assim, Jonas, após o primeiro sinal que o Benfica emitiu para o jogo, que poderia melhorar a sua ligação entre a zona de construção e a de criação, dispôs da primeira hipótese de finalização, que seria, no entanto, travada por um defesa do Basileia.
Pouca animação, todavia, já que, pouco tempo depois, novo golo do Basileia, num contra-ataque impensável, após a marcação de um pontapé de canto, no ataque benfiquista, que cedeu à gula e não repôs os equilíbrios que pudessem criar obstáculos à astúcia e velocidade dos suíços.
Vinte minutos, dois golos e o Basileia com um resultado que não estaria, provavelmente nos melhores sonhos dos seus responsáveis, jogadores e adeptos. Pela frente, um novo desafio se colocava ao Benfica. Um teste à capacidade mental dos jogadores, que ou reagiam ou cediam, em definitivo, às amarguras do resultado e à fatalidade de um resultado pouco prestigiante.
Mesmo sem a habitual qualidade, o Benfica foi tentando, passo a passo e perto do intervalo, o mexicano Raúl dispôs da melhor ocasião, em todo o primeiro tempo, para restabelecer a confiança dos milhares de adeptos do Benfica, nas bancadas e dos milhões que assistiam pela televisão. Um grande passe de Jonas, a bola a sobrevoar a defesa do Basileia e Jiménez a desaproveitar uma grande e rara hipótese para marcar.
Numa noite irreconhecível, este aceno de golo seria mesmo um oásis do talento benfiquista, num jogo em que uma sucessão de acontecimentos acabou por se traduzir numa soma de golos para o Basileia e num sofrimento sem fim para os jogadores do Benfica.
Um resultado infelizmente inesquecível que deixa nas mãos do plantel a difícil, mas transcendental missão de resgatar o ânimo dos adeptos, depois de um chocante resultado que ninguém esperava. Não seria a primeira vez, nem a última, certamente. A história do Benfica é a mais rica de Portugal e uma das mais ricas do futebol mundial, e entre essa riqueza podem encontrar-se outros resultados igualmente desoladores, mas que não impediram futuras conquistas que possibilitaram desejadas redenções aos olhos dos seus fiéis e merecedores adeptos.
Os mesmos que, encharcados em desânimo, fizeram ouvir a sua irrenunciável dedicação ao clube, durante largos minutos, cantando “Benfica és o amor da minha vida” e deixando mais uma exuberante demonstração de sentir benfiquista e de gritante alma clubística.
Fonte: SL Benfica

Coisas e Loisas

  • André Almeida é expulso pela 3.ª vez na carreira, a 2.ª direta.
  • Pior diferença de golos na UEFA Champions League 2017/18: 7 Karabakh (1-8 golos); 6 Benfica (1-7 golos); 6 Feyenoord (1-7 golos).
  • É a 3.ª vez que o Benfica perde os 2 primeiros jogos da fase grupos; só em 07/08 conseguiu chegar à Liga Europa, em 14/15 ficou em 4.º
  • Goleadas sofridas pelo Benfica por 5 ou mais golos de diferença​ (jogos internacionais): 2017 Basel 5-0; 1999 Celta 7-0; 1963 Dortmund 5-0; 1961 Peñarol 5-0.
  • HISTÓRICO! Nunca o Benfica tinha sofrido tantos golos nos primeiros 2 jogos na UEFA: 7 Vitória 2017; 5 Vitória 2016; 5 Jesus 2014.
  • O Benfica venceu apenas 1 (V 2-0 Paços Ferreira) dos últimos 5 jogos; 1E na Taça da Liga (SC Braga) e 3D (Boavista, CSKA, Basel).
  • Arranques de Rui Vitória no Benfica (primeiros 11 jogos na época): 2017/18 3D, 2E, 6V; 2016/17 1D, 2E, 8V; 2015/16 4D, 0E, 7V.

Eleição do MVP

Talking Points

  • O resultado foi justo? Na sua opinião o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  • Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais o impressionou?
  • Com o benefício da visão a posteriori, que alterações faria ao 11 inicial?
  • Em retrospetiva, o que faria diferente ao longo do jogo?
  • Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  • Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  • Enfrentaremos o CS Marítimo na próxima partida, no Estádio do Marítimo, em jogo a contar para a 8.ª jornada do Campeonato Nacional. Quais as perspetivas?

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